De acordo com o que a
Constituição Federal e a LDB da Educação Nacional definiram as creches são para
crianças de 0 a 3 anos de idade e as pré-escolas são para crianças de 4 a 6
anos de idade o termo creche sempre esteve vinculado a um serviço oferecido à
população de baixa renda. Já a pré-escola era voltada para crianças maiores. A
creche se caracterizava por uma atuação em horário integral, e a pré-escola,
por um funcionamento semelhante ao da escola, em meio período. A creche se
subordinava e era mantida por órgãos de caráter médico/assistencial, e a
pré-escola aos órgãos vinculados ao sistema educacional. Essa divisão hoje não
é mais permitida, deve ser feita apenas pela faixa etária.
Surge a creche na Europa
nos Estados Unidos
ESCOLA DO TRICÔ ->
fundada em 1767 pelo Padre Oberlin, na França. A palavra Creche, que tem origem
francesa, significa manjedoura.
ESCOLA INFANTIL ->
criada em 1816 por Robert Owen, na Escócia. Fundou o INSTITUTO PARA FORMAÇÂO DE
CARÁTER que era organizado em três níveis: o 1º era a escola infantil para
crianças de 3 a 6 anos; o 2º atendia crianças de 6 a10 anos e o 3º era
oferecido durante a noite e atendia alunos dos 10 aos 20 anos.
JARDIM-DE-INFÂNCIA ->
criado por Froebel em 1873, na Alemanha.
CASA DEI BAMBINI (casa das
crianças) -> no início do sec. XX, na Inglaterra, Maria Montessori trabalhou
com crianças pobres de um bairro operário.
O INFANTÁRIO -> no
início do sec. XX, na Inglaterra, Margaret McMillan em parceria com sua irmã
Raquel criaram esta instituição.
O infantário. Esse tipo de parque, extremamente opressivo, foi usado nas creches antigas
Cabe observar que, com
exceção dos jardins-de-infância de Froebel, todos os outros programas foram
iniciados para melhorar a vida das crianças pobres. A creche surgiu como uma
instituição assistencial que ocupava o lugar da família, nas mais diversas
formas de ausência.
Surge a creche no Brasil
A creche no Brasil surge
acompanhando a “estruturação do capitalismo, a crescente urbanização e a
necessidade de reprodução da força de trabalho”, ia desde a liberação da
mulher-mãe para o mercado de trabalho até uma visão de mais longo prazo em
preparar pessoas nutridas e sem doenças.
ATENDIMENTO À INFÂNCIA ATÉ
1900 -> existiu institucionalmente a Casa dos Expostos, também chamada de
Roda. Tratava-se de um lugar onde eram deixadas as crianças não-desejadas.
Deve-se a criação da Roda a Romão de Mattos Duarte. A sociedade da época achava
que o grande número de mortes de crianças era devido aos nascimentos ilegítimos
(frutos da união entre escravos ou entre escravos e senhores) e à falta de
educação moral, física, e intelectual das mães. Podemos observar que as duas
causas culpam a família, além de dizerem que os negros escravos eram portadores
de doenças. Não se levava em consideração as condições econômicas e sociais e a
ausência de estruturas de saúde pública.

1900 A 1930 ->
Organizados aqui no Brasil, os operários passaram a protestar contra as
precárias condições de vida e de trabalho. Os empresários procurando
enfraquecer os movimentos começaram a conceder algumas creches e escolas
maternais para os filhos de operários. As grandes cidades não dispunham de
infra-estrutura urbana suficiente, em termos de saneamento básico, moradias
etc., sofriam o perigo de constantes epidemias. A creche passou a ser defendida
por sanitaristas preocupados com as condições de vida da população operária.
Grupos de mulheres de
classes sociais mais abastadas que, organizadas em associações religiosas ou
filantrópicas, criaram várias creches. Instruíam as mulheres das camadas
populares a serem boas donas-de-casa e a cuidarem adequadamente de seus filhos.
Eram convictas de que o cuidado materno era o melhor para a criança e que o
cuidado em grupo (creche) era certamente um substitutivo inadequado.
Concursos de Robustez para
escolher o bebê mais saudável. A mãe do bebê vencedor, que deveria ter
comprovada a sua pobreza, era premiada em dinheiro.
Em 1922, o Estado
organizou o 1º Congresso Brasileiro de Proteção à Infância. As conclusões foram
as de que a creche tinha como finalidade:
· Combater a pobreza e a
mortalidade infantil;
· Atender os filhos da
trabalhadora, mas com uma prática que reforçava o lugar da mulher no lar e com
os filhos;
· Promover a ideologia da
família.
1930 A 1980 -> Mário de
Andrade é nomeado diretor do Departamento de Cultura e começa a estruturar o
“Parque Infantil”. A proposta era dar atendimento ás crianças de 3 a 6 anos e
também às de 7 a 12 anos, fora do horário escolar. O parque proporcionava à
criança de família operária o direito à infância, a brincar e ao não-trabalho.
Dava ênfase ao caráter lúdico e artístico.
Em 1940, foi criado o
Departamento Nacional da Criança no Ministério da Educação e Saúde. Em 1950
verificou-se que as medidas morais foram as que tiveram maior destaque,
pretendia-se domesticar as classes populares, tirando-as da desordem, do
instinto e da tradição e incutindo os valores das classes médias.
Chegam às creches os
discursos pedagógicos que procuravam demonstrar que a ausência da relação
afetiva mãe-filho, em determinados momentos da infância, tornava-se
irreversível, podendo produzir “personalidades delinqüentes e psicopatas”.
Passando para 1960 os
discursos pedagógicos baseados na teoria de privação cultural e da sua solução,
a educação compensatória. Privação cultural baseava-se na idéia de que só havia
um modelo de criança: a da classe média, e assim, as outras crianças
desfavorecidas economicamente comparadas a estas crianças-modelo eram
consideradas “carentes” e “inferiores”. Faltavam para elas determinadas
atitudes e conteúdos.
Na década de 70, ocorre a
profusão de movimentos sociais e com eles surge, dentre outras, uma proposta de
creche mais afirmativa para a criança, a família e a sociedade. Para encerrar
este período, é importante ainda lembrar que, em 1975, o Ministério de Educação
e Cultura instituiu a Coordenação de Educação Pré-Escolar e, em 1977, foi
criado o Projeto Casulo, vinculado à Legião Brasileira de Assistência (LBA) que
atendia crianças de 0 a 6 anos de idade e tinha a intenção de proporcionar às
mães tempo livre para poder “ingressar no mercado de trabalho e, assim, elevar
a renda familiar”.
DÉCADA DE 1980 ->
Pode-se dizer que nesta década houve um avanço considerável com relação à
Educação Infantil. Como:
· Foram produzidos estudos
e pesquisas de relevante interesse, inclusive discutindo e buscando a função da
creche/pré-escola;
· Universalizou-se a idéia
de que a educação da criança pequena é importante ( independente de sua origem
social) e que é uma demanda social básica;
· A Constituição de 1988
definiu a creche e a pré-escola como direito de família e dever do Estado em
oferecer esse serviço.
Todo o avanço é histórico,
cultural e político, portanto, precisa ser conquistado o tempo todo.
Fonte:http://monografias.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/a-historia-das-creches.htm
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